terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mostrar o rosto

Este ano está praticamente no fim e esta será a última publicação que faço em 2008. Olhando para trás deste “post”, em jeito de quem não se limita apenas a olhar por cima dos ombros à medida que vai andando, confesso que o que vejo, é na sua grande maioria, uma fuga à minha vontade inicial de partilhar algo que escondo e disfarço de todos há demasiado tempo.
Queria partilhar, dialogar, pedir opiniões e ajuda. Mas o que consegui foi andar com rodeios recorrendo constantemente a metáforas e até a algumas ambiguidades que não fizeram outra coisa que propiciar a confusão e desviar completamente aquele que deveria ser o propósito deste espaço.
Há assuntos que quando queremos que ninguém saiba nada, o melhor é não os contarmos a ninguém. Mas a que custo?

Eça de Queiroz, num dos seus contos diz: «Se tens algo a contar e não o fazes nem a um familiar nem a um amigo, então conta-o a um desconhecido por exemplo numa estalagem».
Na altura não havia a blogosfera... e, tal como sugere a figura que ilustra este “post”, porque não retirar a máscara e pôr a descoberto o rosto?

Encontramo-nos no próximo ano com publicações tipo arco-íris mas com especial enfoque numa zona do espectro não visível à vista de muitos humanos: O Adultério

domingo, 7 de dezembro de 2008





O mar é a minha inspiração
O Sol a minha referência
As ondas a minha canção
A noite a minha carência



Opção

"Fiz uma escolha
Mas não aceito ser aquele que escolheu
Espero o alívio da aceitação da escolha
Mas o desejo drena-me a força e a razão"
É Outono
A minha memória, deixa cair as folhas sobre um banco vazio
O tempo varre-as para longe
Para a saudade as trazer de volta
Ou a Primavera as renovar