quarta-feira, 28 de maio de 2008

Trecho


Nós somos constítuidos por triliões de átomos que combinados entre si, formam moléculas mais ou menos complexas. São estas partículas minúsculas que determinam a nossa existência. Porquê que os átomos se deram ao trabalho de nos criar, ou qual a nossa missão neste espaço e neste tempo, não sei… Provavelmente, criaram-nos apenas para sermos felizes… Mas há um facto incomensurável, ao fim de algum tempo os átomos transformam-se noutras coisas e é o nosso fim! Não nos podemos lamentar muito, quantas espécies de seres vivos que existiram desde o início dos tempos, já desapareceram? Mais um motivo, para aproveitarmos a sorte ou o milagre da nossa vida e sermos felizes.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Problema


Só Deveríamos pensar nos problemas, quando temos de os solucionar. Fazê-lo antes, é um consumo desnecessário. Por outro lado, um problema só existe quando não há solução!

Deveríamos ter sempre presente que os "problemas" tomam a dimensão que nós próprios lhe damos...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Indiferença


Hoje de manhã, dei uma vista de olhos pelos títulos das revistas e dos jornais como sempre faço antes de comprar o jornal. Alguns títulos não me saem da cabeça:
- Pedófilia; Tráfico de orgãos e prostituição infantil.

Onde está a consciência das pessoas?

terça-feira, 20 de maio de 2008

«Pai»

Parece que foi ontem que ele nasceu e no entanto, faz hoje vinte e dois anos.
Como o tempo passou por mim...

Há cerca de vinte e um anos, o meu filho proferiu pela primeira vez a palavra «pai». Senti um embate enorme no peito ao ouvir da boca dele, a palavra pai. Até então, costumava ouvir a palavra pai quando chamava o meu próprio pai. Era o meu som que ouvia. Mas naquele dia era aquela criatura minúscula que a sorrir e com as pernas mal firmes no chão me chamava pai. Não era um filme. Não era um sonho ou ilusão. Ele estava realmente a chamar-me pai.
Foi exactamente a partir desse momento que senti o peso da responsabilidade daquele chamamento. Agarrei-o e pu-lo ao colo. Beijei-o com os olhos meio baços e senti-me extraordinariamente feliz e orgulhoso.

Hoje de manhã, quando nos cruzámos na cozinha para tomar o pequeno-almoço, ele saudou-me com um «então pai». Aquele pai que oiço há cerca de vinte e um anos. Pus-me em bicos de pés e beijei-o. Senti a face e os lábios picados pela barba dele e escondi-lhe os meus olhos lacrimejados de felicidade e orgulho. Não me sensibilizei pelo seu chamamento mas sim pelo ser humano em que ele se transformou.
- Parabéns filho.